Sintam só, amigos, este Blog veio mesmo a calhar para que eu possa me manifestar sobre aquilo que aprecio muito: o rádio. Sempre fui e continuo sendo um assíduo ouvinte e minha breve passagem produzindo e apresentando programas em emissoras da cidade fez-me conhecedor das "entranhas" desse veículo de comunicação em massa.
Desde minha adolescência ouço rádio com muita constância. E sempre fui um fã ardoroso do rádio AM. Desde meus 13 anos de idade, quando comecei a trabalhar durante o dia e estudar à noite, lá pelas 23:00, quando chegava em casa, no bairro do Belenzinho, ia para a cama e, ao meu lado, por falta de um criado-mudo, usava uma cadeira e, em cima dela, um pequeno rádio valvulado Invictus, com sua carcaça plástica já colada por meu pai, tantos foram os tombos de cima da cadeira.
A sintonia era sempre na Rádio Bandeirantes, no Programa Moraes Sarmento, onde comecei a conhecer cantores e cantoras como Orlando Silva (o preferido de Moraes Sarmento), Francisco Alves, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves, Vicente Celestino, Dalva de Oliveira, Isaurinha Garcia, Aracy de Almeida, entre outros tantos.
Tive o privilégio de acompanhar o “nascimento artístico” de cantores como Maysa, Agostinho dos Santos, Roberto Luna, Agnaldo Rayol, Elis Regina, Jair Rodrigues, Almir Ribeiro, Noite Ilustrada, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Germano Mathias (este foi colega de farda quando servi ao Exército Nacional no Quartel de Quitaúna, Osasco, SP), a chegada dos internacionais Gregório Barrios, Lucho Gatica, Bienvenido Granda, Frank Sinatra, Rita Pavone, Domenico Modugno, Sérgio Endrigo e o surgimento dos movimentos musicais da Bossa Nova, Jovem Guarda, Tropicalha e os sensacionais Festivais da Canção Popular das antigas TV Excelcior e Record, então canal 7 de São Paulo.
Aliado a tudo isso meu pai constituiu uma empresa de construção civil denominada “Marabi” (“Mar” de Marte, nome de meu pai, e “Abi” de Abílio, seu sócio), cujo escritório ficava na Rua Senador Feijó, no centro da cidade de São Paulo. E meu pai “convidou-me” a participar de seu trabalho, no escritório, inicialmente atendendo ao telefone. Ocorre que o número do telefone da Construtora Marabi era praticamente o mesmo numero do telefone da Rádio Bandeirantes da capital, com apenas 1 numero fazendo o diferencial. E, óbvio, dezenas de pessoas, diàriamente, ao tentarem ligar para os programas da BandAlmeida Passos, acabavam tendo suas ligações atendidas por mim...
E eu, que já gostava de ouvir rádio, comecei a tomar gosto por “trabalhar em rádio” já que, por muitas das vezes, me fazia passar pelo Enzo, prolongando longos papos com os “ouvintes”. Já atendia ao telefone dizendo “Bandeirantes, boa tarde!”... (risos)
Bem, como me propuz a fazer deste Blog uma espécie de novela em capítulos, no próximo continuarei esta história até chegarmos aos dias atuais... Semana que vem continuo!

Zé
ResponderExcluirAgora vamos finalmente tomar conhecimento de muita coisa dos bastidores de uma rádio. Sou seu seguidor e devorador de suas informações. Toque o barco e conte comigo do lado de cá...
Henrique Perazzi de Aquino (www.mafuadohpa.blogspot.com)